Impera em mim uma obrigação nesse momento. Há uma necessidade de me reportar a todos das minhas equipes e digo, sem arrodeio, que a todos mesmo. Preciso falar a todos, desde o companheiro faixa branca, que começou há poucos dias, até o professor faixa preta com vários graus. O que nos mantêm fortes é a equipe e a união voltada para o mestre. Isoladamente, não somos absolutamente nada. Sozinhos, na arte marcial, tudo perde o sentido. Portanto, a área de luta, que foi pisada por um de nós, carrega a essência de todos que treinamos, carrega a grandiosidade da equipe e carrega a nobreza do mestre. Por isso, sempre digo que a área de luta deve ser buscada por todos, nem que seja uma única vez na vida. Não há o que temer. Ansiedade e medo poderão surgir. É Claro que sim! São sentimentos inerentes ao ser humano. Mas, esses sentimentos tendem a se dissipar e a se transformar em felicidade a despeito do resultado da competição. E por que felicidade? A resposta é simples. A felicidade em se testar. A felicidade em não desistir. A felicidade em querer superar limites. A felicidade em, de forma resignada, se sacrificar para estar ali. Esse sacrifício encontra justificativas com a disciplina, a abnegação, o foco e a capacidade de vencer lesões e superar dificuldades. Após isso, na área de luta, sempre haverá vitória independente de se ganhar ou perder. Tal qual a vida, a área de luta é um espaço ímpar. Desse modo, termino afirmando que é muito bom estar ali. Desejo e estimulo que todos nós possamos estar lá também.
Régis Barros